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NOVAMENTE O CONCURSO NO RIO DE JANEIRO.

 

Acedendo à solicitação deste Boletim, colhemos a relevante (e isenta) opinião abaixo acerca da prova do XIX Concurso Público da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A opinião do colega é consentânea com a impressão geral que se tem do certame. Confira:

"Fiz a prova do concurso do Rio. Passei, mas achei a prova desqualificada, pelas seguintes razões: 1. 30% de questões de português é um exagero. Um professor da língua que acertasse todas estas questões e tivesse um pouco de sorte com as demais 70 questões passaria. 2. Na prova para serviços notariais e registrais, apenas 14% das questões estavam diretamente relacionadas com a profissão. 3. Das 30 questões de direito civil e processual, poucas estavam relacionadas com o dia-a-dia de uma notaria. 4. Sobre direito civil, foi uma prova desequilibrada. Não havia questões sobre: capacidade civil, mandato, casamento, bens... A tônica das questões era direito das obrigações. 5. As questões de direito constitucional e administrativo (30%) achei difíceis e complexas. Mas, disso, não reclamo. Quem disse que nossas provas têm que ser acessíveis?"

Pois é. Parabenizando o candidato pela ultrapassagem dos cinqüenta pontos necessários para a fase seguinte do concurso, registramos aqui a necessidade das Associações de classe patrocinarem um acompanhamento crítico da realização desses concursos para que a Lei possa ser rigorosamente cumprida e as medidas cabíveis possam ser tomadas a tempo.

As questões poderão ser acessadas em http://www.irib.org.br/biblio.htnil
Depois de ler e avaliar o nível geral da prova, deixe aqui sua opinião


NOVAMENTE O PROJETO DE LEI QUE ELEVA EMOLUMENTOS NO ESTADO DE S.P.


Os leitores atentos conferiram a manchete do Estadão e constataram a falta de seriedade do articulista na divulgação de matéria jornalística eivada de imprecisões e incorreções. As autoridades citadas na matéria deverão vir a público para retificar os dados apressadamente veiculados e sem qualquer compromisso com a realidade. Segundo um leitor bem-humorado destas páginas eletrônicas, "o autor da reportagem não leu o projeto que se acha tramitando na Assembléia. Se leu, não entendeu - o que dá na mesma, pois afinal o que parece importar não são os fatos. Como Ronald Reagan, esse repórter pode dizer que 'facts are stupid things'..."



MUDOU 0 NATAL, OU TERÁ MUDADO 0 POETA?


Tudo muda, tudo se transforma. A única constante parece ser a transformação. Neste ano que se finda, nós, notários e registradores, às vezes ficamos com a impressão de que o mundo se transformou com uma velocidade impressionante, traindo nossas certezas, alvejando nossas mais recônditas cõnvicções. Como o poeta, cada um de nós se indaga perplexo: mudou o natal, ou terei mudado eu? Nestes momentos de profunda transformação e instabilidade, devemos manter o rumo e intacto o cimento de nossas certezas e convicções. Nossas atividades são essenciais à paz social. Desempenhamos um papel relevantíssimo, que, mais cedo ou mais tarde, haverá de ser reconhecido pela sociedade. Aos profissionais que com o seu árduo trabalho e denodo sustentaram a instituição, meus votos de um feliz natal.