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Clipping
Confira entrevista exclusiva do presidente
do IRIB, Sérgio Jacomino, ao jornal paulista DCI (Diário do Comércio
e da Indústria), publicada no dia 23/06, em matéria sobre a regularização
de propriedades rurais, com referência ao Seminário de Regularização
Fundiária promovido pelo IRIB.
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Propriedades
rurais terão maior exatidão nas medidas
Clarice Chiquetto
Cerca de 4 milhões de imóveis rurais
brasileiros, dos 4,8 milhões existentes, devem passar por regularização
nos próximos anos. A Lei 10.267/01 criou, e o Decreto 4.449/02
regulamentou, o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais, que estabelece que
as escrituras destes devem ser todas georeferênciadas, ou seja,
caracterizadas com medidas exatas por meio de cartografia, topografia e
agrimensura. “Até então, as medições eram ‘soltas’, ou seja, a
delimitação era feita com base em rios, árvores e morros, por exemplo.
Todos os imóveis pequenos devem passar pelas mudanças”, explica o
engenheiro Valdemar Antonio Demétrio, professor da Escola de Engenharia
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade
de São Paulo (Esalq–SP).
O processo, que segundo Nilo Shirozono, membro do Conselho Federal de
Engenharia, Agronomia e Arquitetura (Confea), levaria cerca de nove anos
para ser efetivado, pode estar concluído até 2006, graças à decisão
normativa 24/2003 do Conselho, que ampliou o leque de profissionais
habilitados para executar este trabalho.
Quando foi sancionada, a Lei causou insatisfação entre os profissionais
da área, pois determinou que apenas Engenheiros Cartográficos e
Agrimensores estavam aptos para executar o trabalho. “O entendimento era
de que somente eles estudam a disciplina necessária (geodésia) para este
trabalho no curso superior”, explica Demétrio. “Mas os Engenheiros
agrônomos, geógrafos, arquitetos e vários outros sentiram-se
prejudicados pela Lei, pois acreditavam que eram aptos e diziam que a Lei
lhes estava impedindo de trabalhar. A decisão normativa permitiu que
todos os profissionais capacitados que possuírem conhecimentos de
topografia estão aptos para a função", conta.
A legalização de imóveis clandestinos urbanos também é uma das
principais metas do Governo Federal, que tem buscado recursos nacionais e
estrangeiros para solucionar o problema. Segundo Sérgio Jacomino,
presidente do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib), em
apenas duas das maiores capitais brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro,
por exemplo, mais de 50% da população vive em moradias irregulares, como
loteamentos clandestinos, mananciais, áreas à margem de rios e favelas.
O interesse de órgãos internacionais, como o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (BIRD), tem aumentado. Jacomino
afirma que as duas instituições têm feito estudos sobre o tema na América
Latina desde 1999.
Este ano, o BID investirá, em conjunto com a União, cerca de R$ 100 milhões
na execução de obras e serviços de infra-estrutura urbana e de ações
de intervenção social e ambiental, visando a melhoria da qualidade de
vida de famílias de baixa renda que residam em aglomerados irregulares,
como favelas, palafitas e cortiços, localizados em regiões
metropolitanas e capitais brasileiras. O programa deve atingir quase 130
municípios no país e beneficiar cerca de 70.000 pessoas.
A Caixa Econômica Federal também destinará recursos para o tema este
ano: vai aplicar cerca de R$ 700,00 milhões em programas de urbanização
de favelas no Brasil. Já a Prefeitura de São Paulo lançou em abril um
Programa de Regularização Fundiária em Favelas que beneficia cerca de
48 mil famílias moradoras de 160 áreas públicas do município.
Jacomino afirma que a regularização urbanística e fundiária é muito
importante, pois não atinge apenas quem vive no imóvel clandestino. “O
clandestinismo prejudica todo o sistema, pois a municipalidade e o governo
deixam de ganhar tributos, mas gastam com as moradias irregulares e seus
habitantes. A regularização coloca os proprietários no mercado e traz
recursos ao município”, opina. Só na cidade de São Paulo — segundo
dados da secretaria de Habitação — , existem 1,1 milhão de pessoas
que vivem em favelas.
O promotor José Carlos de Freitas, do Ministério Público do Estado de São
Paulo, afirma que um número um pouco maior de paulistas, 1,5 milhão,
vivem hoje em mananciais. "Estes mananciais geram custos para a
Segundo Freitas, a correção do problema deve passar por algumas etapas.
A primeira delas é a urbanística, por meio da qual é realizada a
padronização das ruas, calçadas e moradias de acordo com o estabelecido
na legislação brasileira. Em seguida, é realizada a regularização
fundiária em si, na qual se concede um título de proprietário ao cidadão.
"Para cada caso de regularização de loteamento ou favela, por
exemplo, é necessária a sanção de uma lei municipal", explica.
Jacomino destaca que os juristas brasileiros que atuam na área têm se
reunido constantemente para buscar vias legais diminuam a burocracia, o
custo e agilizem os processos de regularização.
O IRIB e o MPSP realizam em São Paulo, Seminário
de Regularização Fundiária, nos dias 26 e 27 junho, no hotel
Maksoud Plaza - Al. Campinas, 150 - Tel.: (11) 3145-8000. Inscrição
gratuita: sede do Irib - telefones (0xx11) 289-3599 e 289-3321 -
e-mail: irib@irib.org.br -
vagas: 380.
Fonte: Jornal
paulista DCI (Diário do Comércio e da Indústria), publicada no dia
23/06.
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Irib - Instituto de Registro Imobiliário do Brasil
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Irib - Instituto de Registro Imobiliário do Brasil
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