16/07/2003 - n. 744NOTAS & NOTÍCIAS
Regularização
fundiária
Comitê de articulação federativaA pedido da Rosani
Cunha da Casa Civil, os notários e registradores são convidados para a próxima
reunião do GT sobre Regularização Fundiária do Comitê de Articulação Federativa,
a se realizar no dia 21 de julho próximo, segunda-feira, das 14 às 17 horas, na
Sala de Reuniões do Ministério das Cidades, 2
o andar do Bloco A.
A
pauta da reunião terá três pontos:
1) discutir subsídios para a idéia de
criação de meios regulatórios da atividade dos cartórios, tendo em vista a padronização
de procedimentos, conforme costa do relatório da 1
a jornada de Discussões
Temáticas promovida pelo MCid em 18/6, da qual participaram a AnoregBR e o Irib.
2)
apresentar de maneira detalhada os procedimentos que têm sido seguidos na parceria
do MCid com a SPU nos casos-piloto de regularização de assentamentos informais
de baixa renda em terrenos de marinha;
3) apresentar a consulta encaminhada
pelo CAF para milhares de Municípios brasileiros, nos termos de nossa última reunião
(a ata da reunião já se encontra no site do CAF)
Os interessados devem
confirmar sua participação dirigindo e-mail para
Edésio Fernandes
Diretor
de Assuntos Fundiários
Secretaria Nacional de Programas Urbanos
Ministério
das Cidades - Esplanada dos Ministérios bloco "A" sala 218
Brasília
- DF C.E.P.: 70.050-901
Fone: (061) 411-4696 Fax: (061) 226-2719
O
que é o Comitê de Articulação Federativa?
E porque os cartórios devem estar
atentosO Comitê de Articulação Federativa foi formalizado por
meio de um Protocolo de Cooperação Federativa, assinado pelo Governo Federal e
pelas entidades de municípios que organizaram a VI Marcha a Brasília em Defesa
dos Municípios, ocorrida entre os dias 11 e 13 de março passado.
A cooperação
entre a União e os Municípios tem como objetivo, segundo o Protocolo assinado,
a construção de “mecanismos para instituição de ações complementares e solidárias
entre as esferas federal e municipal de governo, nas áreas política, econômica
e social, visando ao atendimento dos dispositivos constitucionais e das demandas
da sociedade de forma eficiente, racional e efetiva, preservando, fortalecendo
e aperfeiçoando as relações entre a União e os Municípios”.
O Comitê de
Articulação Federativa, que materializa este processo de cooperação, é composto
por representantes da União, indicados pela Casa Civil da Presidência da República,
e por representantes dos Municípios, indicados pela Confederação Nacional de Municípios
e pela Frente Nacional de Prefeitos. A coordenação do Comitê é atribuição da Subchefia
de Assuntos Federativos da Casa Civil da Presidência da República. No ato de instalação
do Comitê, realizado no Palácio do Planalto no dia 09 de abril de 2003, foi assinado
um Termo Aditivo ao Protocolo de Cooperação Federativa, com a incorporação da
Associação Brasileira de Municípios ao Comitê.
O Comitê de Articulação
Federativa deve ser entendido como instância responsável pela negociação e pactuação
da agenda de consensos entre a União e os Municípios e pelo acompanhamento dos
encaminhamentos políticos e operativos dela decorrente.
Atribuições
do ComitêA atribuição central do Comitê é coordenar a interlocução
permanente entre a União e os Municípios, buscando a construção de consensos em
torno dos temas que compõem o Pacto Federativo e das ações de interesse comum
da União e dos municípios. Nesta concepção, não cabe ao Comitê arbitrar ou votar
proposições pautadas pelos representantes da União ou das entidades, mas buscar
a construção de consensos.
Os temas que compõem a agenda de trabalho inicial
do Comitê são definidos no próprio protocolo, são eles:
- reforma tributária;
-
reforma fiscal;
- reforma da previdência;
- acesso dos Municípios
ao crédito público federal;
- avaliação da atual sistemática das transferências
de recursos federais aos Municípios;
- proposições com vistas ao encaminhamento
de projeto de lei complementar fixando normas para a cooperação entre a União
e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar
em âmbito nacional, nos termos do parágrafo único do art. 23 da Constituição de
1988.
Outros temas, no entanto, podem ser incluídos na agenda de trabalho,
desde que pautados por um dos membros do Comitê de acordo com o que dispõe seu
Regimento Interno.
Modo de funcionamento do Comitê O Comitê
de Articulação Federativa tem a seguinte organização:
I –
Pleno
– É constituído pelos membros titulares indicados pelo Governo Federal e pelas
entidades representativas do movimento de prefeitos signatárias do Protocolo de
Cooperação Federativa. É a instância de decisão do Comitê.
II -
Secretaria
Técnica – Constituída por técnicos indicados pela Subchefia de Assuntos Federativos
da Casa Civil e pelas entidades de prefeitos, tem por finalidade atuar como espaço
institucional de apoio, avaliação, formulação e construção de consensos técnicos
e de busca de alternativas que reflitam as contribuições recolhidas junto ao Governo
e aos Municípios.
III -
Grupos de Trabalho - Constituídos pelo Pleno
do Comitê, têm como objetivo realizar estudos técnicos e aprofundar a discussão
sobre temas considerados relevantes. Têm existência temporária e se extinguem
com a conclusão dos seus trabalhos.
O que é o GT de regularização fundiária?
O GT tem por objetivo discutir e criar condições de várias ordens
para que a Política Nacional de Apoio à Regularização Fundiária Sustentável, coordenada
pelo Ministério das Cidades, possa ser efetivamente implementada.
O GT
se estrutura em torno da discussão de três temas:
- A formulação de uma
política integrada e estratégia de gestão fundiária do patrimônio da União nos
Municípios, no contexto dos programas de regularização dos assentamentos informais
para população de baixa renda. Esta discussão considerará os instrumentos legais
e administrativos em vigor e se dará a partir de um levantamento e organização
desses instrumentos pela Secretaria de Patrimônio da União.
- A discussão
acerca da alteração da legislação cartorária, visando facilitar os programas e
processos de regularização empreendidos pelos Municípios.
- A consideração
da possibilidade de promoção do recadastramento fundiário em áreas urbanas por
GTS, para compatibilização entre as bases cartográficas e as bases utilizadas
para fins cartorários.
Membros:
Representantes
do Governo Federal | Ministério
das Cidades - Raquel Rolnik e Edésio Fernandes Ministério do Planejamento
- Secretaria de Patrimônio da União (SPU) - Alexander Matos Casa Civil -
Paula Ravanelli Losada e Welington Gomes Pimenta Advocacia Geral da União -
Cezar Pontes Clark |
Representantes dos
Municípios | Pela
Confederação Nacional de Municípios - CNM - Fábio Costa Couto Filho Pela
Associação Brasileira de Municípios - ABM - Mário Simonsen A. Faquim Pela
Frente Nacional de Prefeitos - FNP - Sandra Bêrredo, Marcia Bezerra, Maria
Lucia Cerqueira Leite e Davi Ferreira da Guia |
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