14/04/2007 - n. 2906EDUCAÇÃO CONTINUADA
DE CARTÓRIOSX Seminário de Direito Notarial e Registral de São Paulo em Mogi
das Cruzes:
educar para evoluirNovas ferramentas tecnológicas,
inclusão digital e segurança eletrônica foram alguns dos temas destacados no
X
Seminário de Direito Notarial e Registral de São Paulo, realizado no dia 31
de março, no auditório do edifício Helbor Tower, em Mogi das Cruzes, Grande São
Paulo, para cerca de cem notários, registradores e funcionários de serventias
de São Paulo, Mogi das Cruzes e região.
A doutora Tânia Mara Ahualli, juíza
de Direito da 41ª vara cível da cidade de São Paulo e o desembargador Walter Cruz
Swensson, do Tribunal de Justiça de São Paulo, aceitaram o convite dos organizadores
e, gentilmente, proferiram palestras sobre a atribuição do nome no registro civil
das pessoas naturais e a administração pública de interesses privados, respectivamente.
Daniel
Silva Lopes Agapito, oficial do registro civil e anexo do Distrito do Jaraguá,
São Paulo, e Sérgio Jacomino, quinto registrador imobiliário da cidade de São
Paulo e diretor do Irib, discutiram o documento eletrônico; Paulo Roberto Gaiger
Ferreira, 26º Tabelião da cidade de São Paulo e primeiro secretário do CNB-SP,
falou sobre a ata notarial; e Paulo Roberto de Carvalho Rêgo, oficial do primeiro
registro de títulos e documentos de São Paulo e presidente IRTDPJ-Brasil, seção
São Paulo, proferiu a palestra
Uma nova visão sobre o RTD.
Mais
uma vez o evento foi realizado no âmbito do programa de educação continuada de
cartórios, graças à parceria entre o
Irib, Instituto de Registro Imobiliário do Brasil, o
Colégio Notarial do Brasil, seção de São Paulo, CNB-SP, e a
Arisp, Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo, com apoio da
Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo.
Documento eletrônico:
aplicabilidade e possibilidadesPara ilustrar a necessidade de inclusão
dos cartórios na nova economia digital, Sérgio Jacomino fez uma avaliação histórica
da atividade notarial e registral traçando um panorama dos serviços desde o século
XII aos dias atuais.
O diretor do Irib refletiu a respeito das tecnologias
que estão sendo introduzidas nos serviços registrais e notariais e destacou que
o grande desafio dos registradores e notários é ultrapassar o isolamento entre
os cartórios. “Precisamos superar o paradigma da atomização, a forma como as informações
são intercambiadas. Somos átomos isolados porque não trocamos informações”.
 |
| Daniel Silva Lopes Agapito |
Segundo Jacomino,
o advento do documento eletrônico possibilitou o avanço dos serviços ao posicionar
a atividade notarial e registral na vanguarda dos processos. “A inserção dos cartórios
na economia digital passa pelo documento eletrônico e pela assinatura digital,
por isso é importante conhecer o que isso significará no dia-a-dia das serventias”.
Estamos
recebendo muitas críticas, algumas procedentes, outras não. Que essas críticas
possam servir de referência para a evolução para a qual estamos preparados, uma
vez que temos cultura, história e tradição. Remanescem nos cartórios milhões e
milhões de registros que se conservaram ao longo dos anos, e não será o estágio
atual da nossa história institucional que deverá pôr fim a essa obra-prima. Será
com essa confiança e com esse voto de fé que seremos capazes de dar esse salto”,
concluiu.
O registrador civil e analista de sistemas Daniel Silva Lopes
Agapito também tratou do documento eletrônico e destacou a aplicabilidade da nova
tecnologia pelos cartórios.
Agapito comentou que a maioria das pessoas
já está inserida na era digital, seja mediante troca de
e-mails ou compra
de produtos via Internet. Lembrou aos participantes que os notários e registradores
são possuidores do maior banco de dados primário da nação, daí a importância da
inserção dos cartórios na economia digital.
O palestrante fez uma abordagem
técnica dos conceitos e utilização do documento eletrônico e da certificação digital
de modo que os notários e registradores possam começar a trilhar o caminho da
certificação e assinatura digitais, regulados pela
medida provisória 2.200-2 de 2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira – ICP-Brasil.
Em entrevista ao
Boletim Eletrônico
IRIB, Daniel Agapito disse que a assimetria existente entre os cartórios localizados
nas grandes metrópoles e os mais distantes não será impedimento para a assimilação
da nova tecnologia pelo notário e registrador. Segundo ele, atualmente, qualquer
profissional tem o mínimo necessário para entrar no mundo digital, ou seja, um
computador ligado à Internet. “Ainda existe aquele notário ou registrador que
precisa recorrer à
lan house da cidade para proceder a um ato. O Colégio
Notarial do Brasil, o Irib e a Arisp estão estudando uma forma de ajudar a inserir
na era digital esses pequenos registradores e notários”.
Durante os debates
um participante levantou uma questão que, segundo Daniel Agapito, refere-se a
uma das principais fragilidades do sistema digital. Como garantir que é o próprio
autor que está assinando digitalmente o documento?
De acordo com Agapito,
essa questão precisa ser revista e estudada de modo que não se transforme em impedimento
à modernização. “Qualquer outra assimetria ou dificuldade poderá ser revista e
solucionada, mas a esta, especificamente, será preciso dar mais atenção uma vez
que é fundamental para nossa atividade”.
Uma outra preocupação apontada
pelo registrador refere-se à substituição dos tabeliães por autoridades certificadoras
na prestação de serviços notariais, razão porque o Colégio Notarial acompanha
passo a passo o
projeto de lei 7.316/2002, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania, e
que disciplina o uso de assinaturas eletrônicas e a prestação
de serviços de certificação.
Nome próprio: impedimentos e problemas
mais comunsA juíza de Direito Tânia Mara Ahualli, da 41ª Vara Cível
da Capital, apresentou a palestra
A atribuição do nome no Registro Civil das
Pessoas Naturais e enfocou alguns aspectos da Lei de Registros Públicos –
lei 6.015/1973 – no que tange ao registro civil das pessoas naturais. Ela
ressaltou os impedimentos e os problemas mais comuns que envolvem a atribuição
do nome, a mutação do nome após a maioridade civil, a retificação administrativa
por erros de grafia, os apelidos notórios e proibidos, e a mudança de sexo no
registro civil.
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| Tânia Mara Ahualli |
Administração pública
de interesses privadosO desembargador Walter Cruz Swensson, do Tribunal
de Justiça de São Paulo, ministrou verdadeira aula de administração pública de
interesses privados. Ele ressaltou a repercussão dos atos jurídicos da vida privada
que transcendem os limites dos interesses particulares e passam a interessar à
coletividade e à administração pública, por exemplo, o casamento e a constituição
de uma sociedade mercantil ou associação.
Comparou os atos que necessitam
da intervenção do Estado para fins de publicidade aos atos jurídicos da vida privada
que permanecem na esfera de interesses das pessoas diretamente envolvidas, ou
seja, aqueles cujos efeitos e conseqüências não atingem os interesses de outras
pessoas.
Ata notarial: longe de ser burocracia desnecessáriaPaulo
Roberto G. Ferreira, secretário do CNB-SP, apresentou o histórico da ata notarial,
seu conceito, as diferenças entre o instrumento e a escritura, bem como os requisitos
necessários à confecção dos diversos tipos de ata.
O palestrante classificou
a ata notarial como instrumento com finalidade própria. Falou ainda de sua importância
para o incremento da renda do tabelião. Ele acredita que a ata notarial deve ser
divulgada junto a OAB e ao poder Judiciário, no entanto, é primordial difundi-la
entre os próprios tabeliães. “Precisamos fazer um
endomarketing, os tabeliães
conhecem a ata, mas não a praticam por insegurança e também porque ela demanda
muito tempo. A ata deve aparecer como uma forma de prestação do serviço notarial.
Precisamos provar que nossos serviços estão longe de ser uma
burocracia desnecessária,
como imaginam os desavisados”.
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Ata notarial – Paulo R. G. Ferreira: arquivo para download (558 KB) |
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Ata notarial – Paulo R. G. Ferreira: arquivo para visualização via browser |
Uma nova visão sobre o RTD: modernização, rapidez e agilidadePaulo
Roberto de Carvalho Rêgo compartilhou com os participantes as experiências e novidades
relativas às atividades do RTD na capital de São Paulo. O registrador classificou
o documento eletrônico e a certificação digital como uma revolução tecnológica
necessária. Para ele, essa tecnologia contribuirá para que o sistema notarial
e registral obtenha mais rapidez e agilidade nos serviços.
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| Paulo R. C. Rêgo |
O palestrante destacou
também alguns pontos polêmicos sobre o documento eletrônico no
projeto de lei 7.316/2002. De acordo com o oficial, o mais preocupante é a
entrega da fé pública a entidades privadas.
O registrador lembrou que existe
um
voto em separado, do deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), que aponta oito motivos
para que o projeto não seja transformado em lei. “Como integrante da Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania, o deputado considera infrutífero continuar
examinando o projeto sob o escopo da transferência da fé pública às autoridades
certificadoras”.
As emendas apresentadas, segundo ele, trazem a preocupação
da responsabilidade pela sucessão de notários e registradores. “Esquece-se o legislador
de que a responsabilidade pela atividade notarial e registral, apesar de delegada,
é do Estado, e a delegação não sofre solução de continuidade, ao contrário da
empresa privada, em caso de falência”. Ainda sobre o documento eletrônico, o oficial
acredita que todos os notários e registradores estão preparados para adotá-lo.
Ele também considera que as assimetrias entre os cartórios não significam impedimento
para adoção da tecnologia. “A assimetria é proporcional ao volume de serviços.
A menor cidade do estado de São Paulo está tecnologicamente equipada para o seu
volume de serviço, assim como a capital também se ajustou tecnologicamente ao
seu grande volume de serviços. Essa assimetria, portanto, não é impeditiva”.
“Eventos como o Educartório são fundamentais para o aperfeiçoamento da atividade”Em
entrevista ao
Boletim Eletrônico IRIB o desembargador Walter Swensson falou
sobre a relação entre notários e registradores e o poder Judiciário. Destacou
a essencialidade da independência jurídica e funcional do notário e do registrador
para o perfeito exercício da atividade e a importância dos concursos públicos
para a qualidade dos serviços.
 |
| Desembargador Walter Cruz Swensson |
BE
–
Qual o caráter das normas que regem as atividades notariais e registrais?
Walter Swensson – As normas que disciplinam o funcionamento do serviço notarial
e registral são de direito público, isto é, são essas normas que fornecem instrumentos
para que o registrador e o notário possam concretizar os negócios realizados por
particulares.
BE – As atividades notariais e registrais são jurisdição
voluntária? Walter Swensson – A jurisdição voluntária é uma
atividade típica de administração pública de interesses privados e é tipicamente
administrativa. A jurisdição voluntária não tem nenhuma característica de jurisdição,
qual seja a de solucionar os conflitos de interesses. No caso da jurisdição voluntária
não há conflitos e lides, mas administração de interesses. Na jurisdição voluntária
não existe lide no sentido jurídico do termo.
BE – No que diz
respeito à relação do notário e registrador com o juízo competente, a idéia de
hierarquia pode aniquilar a idéia de independência jurídica no exercício da jurisdição
voluntária?Walter Swensson – O notário e o registrador têm
independência funcional, sem a qual fica descaracterizada a atividade. Os notários
e os registradores são delegados do Estado que intervêm nos assuntos referentes
aos particulares. Cabe ao poder Judiciário apenas o controle externo da atividade
sem que haja interferência no convencimento desses profissionais. Aplica-se ao
notário e ao registrador o mesmo conceito que se aplica a um juiz, ou seja, o
livre convencimento, ou a um promotor de justiça e a um delegado de polícia, a
independência funcional. A independência funcional do notário e registrador é
essencial para o exercício da atividade.
BE – Como o senhor
avalia a prestação dos serviços notariais e registrais? Walter
Swensson – É impressionante o salto de qualidade que se percebe nos serviços
notariais e de registro. Isso se deve à alteração da legislação, que passou a
recrutar notários e registradores por meio de concursos públicos. Percebemos um
número muito grande de jovens que ingressam na atividade com conhecimentos teóricos
e tecnológicos aprofundados. Eventos como o Educartório são fundamentais para
o aperfeiçoamento da atividade. Não vejo acomodação, vejo apenas progresso.
(Fonte:
Agência Irib de Notícias; reportagem Claudia Trifiglio; edição FR; fotos Carlos
Petelinkar).Santa Anna das Cruzes de Mogi
Ou simplesmente
a Mogi de Roberto Sant'Anna
 |
| Roberto Sant`Anna – cidadão mogiano |
Fui
a Mogi das Cruzes como quem parte distraído. Saímos no carro alugado, o som da
Rádio Eldorado nas alturas para obviar uma conversa distraída e ociosa. A viatura
sacolejava desajeitadamente e o insurportável odor de ácaros me invadia a medula.
Assim partimos da Paulicéia ao cair da tarde para empreender uma tumultuada viagem
rumo à zona leste de São Paulo.
Já na altura da Vila Carrão, dou-me conta
de que me havia esquecido da apresentação gravada no maldito
pen drive que
ficou dormitando nalgum lugar inútil e imponderável do escritório. Já perceberam
como as coisas têm certas e cruéis propriedades? Fiquei matutando no
direito
das coisas com a sensação de que algo essencial falta nessa relação absurda
do homem com a matéria. Deveria haver uma
obrigação das coisas!Incertas
coisas e palavras ociosas à parte, navegamos em silêncio, eu e o velho fotógrafo,
fustigados pelo calor sufocante e pelo trânsito caótico. Eu, tomado por pensamentos
baratos e desbotados; ele ouvindo distraído Frank Zappa resmungando “What's the
ugliest part of your body? I think it's your mind!”... woo, woo.
Chegamos
tarde da noite à cidade de Mogi das Cruzes de Braz Cubas (ou de Gaspar Vaz?).
A
cidade nos enfrenta de cara dura: uma enorme estátua de aço, Guardião de Pindamonhangaba,
um homem de lata sem coração, parece erguer-se ameaçadoramente arrostando-nos
e travando a cidade refém atrás de si. Deve representar algum bandeirante... sei
lá. Nesta altura da viagem, somos todos bandeirantes! Mas a estátua é estranha.
Uma vez mais, tomado por uma sensação de desequilíbrio essencial, fiquei à busca
de uma Dorothy Gale estilizada, posta nalgum recanto dessa Oz metalúrgica. Pura
frustração!
A antiga
Santa Anna das Cruzes de Mogi se apresentava
ali. Talvez pudéssemos chamá-la simplesmente de pequena Mogi, de Roberto Sant`Anna,
o registrador. Um mogiano nascido em Lins (“
lugar incerto e não sabido”,
ele terá ouvido a vida inteira a frase de efeito da família forense. Vejo-o abrindo-se
em largo sorriso).
Deus meu! Acabava de me lembrar que não havia convidado
o Roberto Sant`Anna para a cerimônia de abertura do X Educartório. Logo ele, emérito
registrador, sócio das primeiras horas do Irib, colaborador incansável do Instituto;
e logo eu, esquecido de minhas obrigações institucionais. Não honrava a delegação
de representação do Presidente Helvécio Castello.
Não encontrei o colega
entre a assistência mumerosa que se acotovelava no Tower of Power Helbor. Roberto
Sant`Anna haverá de me perdoar. Ao menos que me permita registrar, com gosto e
reconhecimento, algumas passagens do ilustre oficial quando secretário do Instituto.
Esse
registrador, que se acha na ativa, chegou de mansinho ao Irib sob a gestão de
Adolfo de Oliveira, quando foi eleito 2º secretário. Logo depois, substituirá
a 1ª Secretária do IRIB, Maria Eloíza Rebouças (Martinópolis, SP).
Foi
sendo secretário. Realizava com extraordinária proficiência a administração dos
interesses do Instituto, sediado no coração de São Paulo.
Mais tarde chegaria
ao Irib Carlos Fernando Westphalen Santos. Causou espanto a sua eleição. Mateando,
bombachas, lenço vermelho ataviada e bota de couro (que logo substitui pelo cromo
alemão e os indefectíveis risca-de-giz e príncipe-de-gales) chegou aos píncaros
do Instituto gangando o prestígio de Getúlio Vargas.
Deixem-me explicar.
Vale a pena contar essa história deliciosa. Westphalen Santos refez a senda dos
bravos gaúchos por iniciativa do titã Oswaldo de Oliveira Penna, registrador paulistano,
que tinha sido Secretário de Segurança Pública do pai dos pobres em Minas. Penna
jamais deixou de admirar as lídimas tradições gaúchas. Foi um cabo-eleitoral respeitável.
Pensava honrar a memória do Seu Gegê contribuindo para a eleição de Westphalen
à Presidência do Irib. E assim foi, para certo desconforto dos constitucionalistas
iribianos.
Westphalen Santos não titubeou: convidou o nosso Roberto Sant`Anna
para assumir a secretaria do Instituto e ele foi ficando, uma vez mais, com seu
jeito discreto, disciplinado, eficiente.
Das planícies gaúchas o Irib migrou
para o Pernambuco, na gestão do poeta Dimas Souto Pedrosa. Dimas prontamente o
convidou para honrar os quadros do Irib, ocupando a secretaria do Instituto. Foi
quando o conheci, lá pelos idos de 95, ainda na secretaria do Instituto, apoiando,
ao lado de Maria Helena Leonel Gandolfo e Elvino Silva Filho, a administração
da entidade.
Roberto Sant´Anna receberia em 1995 o título de cidadão mogiano.
Com a palavra a Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal: "Há de
ser ressaltado que o Sr. Roberto Sant'Anna, desde que se radicou nesta cidade,
vem destacando-se não somente pela correta direção do Cartório da 2ª Circunscrição
Imobiliária e Anexos da Comarca, do qual é Titular, mas também pela atenção, educação
e cavalheirismo que dispensa às partes e às pessoas que com ele se relacionam,
que é a marca registrada de sua personalidade. Além disso, são conhecidas as suas
incursões em empreendimentos sociais e filantrópicos, posto que jamais deixou
de colaborar com as entidades de benemerência locais
".Scriptum est. Um
homem exemplar. “Um colega prestimoso”, como o qualificou acertadamente o bardo
Dimas Souto Pedrosa. Um cavalheiro. Um registrador respeitado e competente. Casou-se
com D. Theolides Pereira Sant'Anna, com quem teve as filhas Márcia, Laura, Célia
e Ana. Sua dedicação à família é tocante.
Aqui estou, caro Roberto, rendendo
minhas públicas homenagens ao grande registrador que é, foi e sempre será. São
palavras tardias, é verdade, que deveriam ter sido ditas de viva voz, em alto
e bom som. Espero, contudo, que possa compreender as limitações que a idade impõe
a este velho escrevinhador.
Contando com a vênia que há de conferir a este
escriba distraído e estouvado,
Subscrevo-me atenciosamente,
SJ
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Trabalhos apresentados nos seminários Caleidoscópio:
http://www.flickr.com/photos/iacominvs/tags/xeducartorio/