09/02/2007 - n. 2836AUDIÊNCIA PÚBLICA
AP REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA - I
Audiência
pública promovida pelo IRIB registra presenças ilustres e avança nas propostas
de regularização fundiária
Corregedor-geral
da Justiça e secretário estadual de Habitação prestigiam abertura da audiência
pública
Desembargador
Gilberto Passos de Freitas agradece a colaboração do Irib e diz que audiência
pública é um ato importante de cidadania
Presidente
do IRIB, Helvécio Castello: “regularização fundiária é dar ao cidadão um dos mais
elementares direitos de cidadania”
“Título
registrado não é apenas documento, é fator de capacitação econômica porque garante
acesso ao crédito” – deputado Mário Reali
Secretário
de Habitação fala em 60% de recursos do orçamento destinados à regularização fundiária
Patricia
Ferraz expõe o objetivo da AP: consolidar num documento as informações de quem
trabalha com regularização fundiária para posterior envio à CGJSP
AP REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA - I Audiência pública
promovida pelo IRIB registra presenças ilustres e avança nas propostas de regularização
fundiária Audiência pública sobre regularização fundiária reuniu
autoridades, lideranças de moradores, registradores e demais interessados, alcançando
seus principais objetivos.
 |
| Venicio Salles, Júlia Moretti, George Takeda, Patricia Ferraz, desembargador
Gilberto Passos de Freitas, Helvécio Castello, Lair Krähenbühl, Mário Reali, José
Américo, Sérgio Jacomino, Ademar Fioranelli e Flauzilino Araújo dos Santos |
O Instituto de Registro Imobiliário do Brasil, Irib, realizou, no
último dia 2 de fevereiro, a partir das 9h30, no Hotel Ceasar Business, na cidade
de São Paulo, audiência pública para a discussão de normas a serem editadas pelo
Tribunal de Justiça de São Paulo, para regulamentar a questão da regularização
fundiária no estado.
Consultado pela egrégia Corregedoria Geral da Justiça
do Estado de São Paulo acerca da necessidade de edição de um provimento para regulamentar
a questão da regularização fundiária no estado de São Paulo, o Irib se prontificou
a realizar audiência pública sobre o assunto, a fim de tornar mais ampla a participação
nesse processo.
O Irib convidou seus associados e demais registradores,
notários, representantes de órgãos governamentais municipais e estaduais, associações
de moradores e demais interessados, a enviarem sugestões, bem como a participarem
da audiência pública presencial sobre a criação de um modelo de regularização
fundiária para o estado de São Paulo. (
BE
2801;
BE
2818;
BE
2820;
BE
2821;
BE
2822)
As sugestões colhidas em audiência pública serão sistematizadas
e encaminhadas para a Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo.
Corregedor-geral da Justiça e secretário estadual de Habitação prestigiam abertura
da audiência públicaO
desembargador Gilberto Passos de Freitas, corregedor-geral da Justiça do estado
de São Paulo e Lair Krähenbühl, secretário de Habitação do governo do estado de
São Paulo, participaram da cerimônia de abertura do evento.
Também participaram
da mesa de trabalhos: o deputado Mário Reali, representando o presidente da Assembléia
Legislativa do estado de São Paulo, Rodrigo Garcia; vereador José Américo, primeiro
secretário da Câmara Municipal de São Paulo; Helvécio Duia Castello, presidente
do Irib; Patricia Ferraz, diretora de Assuntos Legislativos, Regularização Fundiária
e Urbanismo do Irib; George Takeda, vice-presidente do Irib em São Paulo; Sérgio
Jacomino, diretor de relações internacionais do Irib; Ademar Fioranelli, membro
do conselho de ética do Irib; Flauzilino Araújo dos Santos, presidente da Arisp;
Júlia Moretti, representando a gerência regional da Secretaria de Patrimônio da
União; juiz Venicio Antonio de Paula Salles, do Tribunal de Justiça de São Paulo;
e a juíza Tânia Ahualli,
Entre outras autoridades, registramos também as
presenças do secretário municipal de Habitação de Diadema, Josemundo Queiroz,
e do doutor Marco Aurélio de Carvalho, representante do deputado federal José
Eduardo Cardoso.
Desembargador Gilberto Passos de Freitas agradece a colaboração
do Irib e diz que audiência pública é um ato importante de cidadaniaNa
abertura da AP, o corregedor-geral da Justiça de São Paulo destacou que a oportunidade
de participação dos moradores representa um ato de cidadania e desejou sucesso
à iniciativa.
Gostaria de cumprimentar as autoridades presentes, na pessoa
da doutora Patricia Ferraz. Sinto-me muito feliz porque uma das primeiras medidas
que tomamos na Corregedoria foi com relação ao registro e à regularização fundiária.
Nesse
procedimento, pedimos a colaboração sempre eficiente do Irib, para podermos andar
junto aos cidadãos. Temos uma parceria muito boa, que vem dando certo em vários
setores. Tenho certeza de que esta audiência pública é um ato importante de cidadania,
ao darmos oportunidade para o cidadão tecer críticas, bem como fazer sugestões.
Para nossa felicidade, estão aqui irmanados os poderes Executivo, Legislativo
e Judiciário nessa luta que é justa.
Agradeço mais uma vez a colaboração
do Irib nas pessoas da doutora Patricia Ferraz e de seu presidente doutor Helvécio
Duia Castello. Teremos aqui magistrados, como o juiz Venicio Salles, autoridade
na matéria de registros, para tratar dessa questão do registro e da regularização.
Muito obrigado e que a audiência pública seja um grande sucesso”.
Presidente do IRIB, Helvécio Castello: “regularização fundiária
é dar ao cidadão um dos mais elementares direitos de cidadania”
 |
Após
saudar nominalmente os integrantes da mesa e os presentes, o presidente do Irib
disse de sua grande satisfação em receber os participantes da AP, em nome de todos
os registradores imobiliários do Brasil, para a discussão de uma questão extremamente
importante, a regularização fundiária. Agradeceu a presença de todos e, em especial,
agradeceu à Assembléia Legislativa do estado de São Paulo, ao governo estadual,
à Corregedoria Geral da Justiça e ao poder Judiciário do estado, de modo geral,
pela oportunidade de manifestação e encaminhamento de sugestões relativas ao processo
de regularização fundiária, colhidas junto aos registradores, à sociedade civil
organizada, movimentos populares, associações de moradores e demais interessados.
Assegurou, por derradeiro, que “fazer regularização fundiária não é somente fazer
regularização jurídica. É dar ao cidadão um dos mais elementares direitos de cidadania”.
“Título registrado não é apenas documento, é fator de capacitação
econômica porque garante acesso ao crédito” – deputado Mário Reali O
deputado Mário Reali, um dos autores da emenda à Constituição paulista que possibilita
que as prefeituras do estado promovam regularização fundiária em áreas públicas
de loteamentos, representou o presidente da Assembléia Legislativa do Estado de
São Paulo, deputado Rodrigo Garcia, na AP realizada pelo Irib. Na abertura do
evento ele falou de sua confiança na “construção coletiva” para o avanço da política
habitacional e declarou-se orgulhoso por ter participado do processo que levou
à mencionada alteração constitucional.
Gostaria de saudar o Irib e toda
sua diretoria nas pessoas do doutor Helvécio Duia Castello e da doutora Patricia
Ferraz, que tem feito um esforço muito importante nessa luta pela regularização
fundiária. Saudar também o secretário estadual de Habitação, Lair Krähenbühl,
que prestigiou, no último dia 31 de janeiro, o ato de promulgação da emenda constitucional
23/07, que modifica o artigo 180 da Constituição do estado de São Paulo de forma
a permitir a desafetação de áreas de uso público ocupadas para a regularização
fundiária de interesse social, bem como o registro de títulos pelos moradores.
E saudar, ainda, o desembargador Gilberto Passos de Freitas, Corregedor Geral
da Justiça.
Ao ser demandado para apresentar idéias e sugestões a serem
consideradas para a edição de um provimento do TJSP cujo objetivo é facilitar
o trâmite da regularização fundiária, o Irib teve a feliz iniciativa de promover
uma audiência pública para ouvir os diversos agentes envolvidos nessa discussão.
Sabemos que hoje a cidade real é muito diferente da cidade legal e muitas famílias,
principalmente nas regiões metropolitanas, não têm acesso a um título que garanta
a posse do seu imóvel. Como disse a doutora Patricia Ferraz, o título registrado
não é apenas um documento, é um fator de capacitação econômica, porque é ele que
garante acesso ao crédito.
Temos visto que para possibilitar o acesso e
o direito constitucional à moradia é fundamental a garantia de posse. Sabemos
também que não adianta mudar a Constituição, como aconteceu agora em São Paulo,
se os trâmites burocráticos legais, os textos, os custos processuais para os registros,
não tiverem mais agilidade do que têm hoje, principalmente no estado de São Paulo.
O
Rio Grande do Sul tornou-se referência em agilidade, tanto para o registro, quanto
para o acesso a essa garantia de posse. Creio que com esta construção coletiva,
seguramente conseguiremos avançar muito no que se refere à política habitacional.
Sou um deputado de oposição e hoje estou representando o presidente da Assembléia
Legislativa do Estado de São Paulo. Sinto-me muito orgulhoso porque conseguimos
sensibilizar a direção da casa para a importância da regularização fundiária.
Foi por isso que conseguimos aprovar a proposta de emenda constitucional e obtivemos
apoio do secretário estadual, que está sensibilizado com o problema da regularização.
Se conseguirmos unir os esforços de todos os agentes, certamente teremos um grande
avanço para que o direito à moradia seja efetivado. Hoje é um dia de trabalho,
agradeço a presença de todos. Vamos tentar construir uma proposta coletiva, que,
espero, possa ser acatada e implementada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Muito obrigado.”
Secretário de Habitação fala em 60% de recursos do orçamento
destinados à regularização fundiáriaLair
Krähenbühl, secretário de Habitação do Estado de São Paulo
ressaltou a
disposição do novo governo para enfrentar a regularização fundiária e declarou
acreditar nos resultados de uma parceria com o Irib em prol desse objetivo.
Quero
agradecer ao doutor Helvécio Castello, um homem que vem de militâncias políticas
passadas, um homem que está emprestando seu tempo, sua energia e sua experiência
exitosa no Espírito Santo; ao desembargador Gilberto Passos de Freitas, que conheci
há pouco e aprendi a admirar. Aos aqui presentes representantes do Ministério
Público; e convidei para ser chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Habitação
um procurador de justiça, o doutor Sérgio Mendonça, que irá nos representar nesta
reunião para mostrar o respeito que temos pela instituição e a preocupação que
temos por esse assunto. Ao meu caro deputado Mário Reali, quero fazer uma correção
pública: não existe oposição quando a questão é a habitação, estamos todos juntos
e irmanados, nossa premissa é essa. Conte com isso. Meu caro vereador e amigo
José Américo também se diz de oposição, mas não existe oposição quando existe
amizade prevalecente. Doutora Patricia Ferraz, que aprendi a admirar na questão
do projeto de lei 3.057, que está em curso na Câmara Federal e que vai dar um
novo norte para a regularização fundiária, uma lutadora, uma pessoa estimadíssima
e com o maior espírito público. Nossas brigas são muito claras, francas e transparentes,
e é isso que temos de ter na vida, posições claras me convencem muitas vezes e
a convencem muitas vezes. Doutor George Takeda, vice-presidente do Irib, pessoa
que também há muito tempo luta; conheço e admiro há anos o seu trabalho. Meu querido
amigo Sérgio Jacomino, ex-presidente do Irib. O Irib é outro depois de Sérgio
Jacomino, uma pessoa que somente aglutina, soma, e que aprendemos a admirar. Vem
da iniciativa privada para deixar pública essa preocupação de que é importante
que todos os atores estejam trabalhando nesse processo paralelo. O Sérgio fez
isso com maestria. Doutor Ademar Fioranelli, poucos sabem, mas fui secretário
de Habitação do município de São Paulo, e a primeira lei de regularização fundiária
foi feita na minha gestão, em 1995, com apoio de todos os deputados. Tivemos apoio
de todas as bancadas e, naquela época, numa tacada só, conseguimos aprovar 30
mil unidades habitacionais. O Ademar Fioranelli representava o Irib. Houve o convencimento
do corregedor-geral, da prefeitura, e tivemos de alugar o Pacaembu para poder
fazer as escrituras. Vejam que coisa bonita a abertura das matrículas, por isso,
quero parabenizá-lo por esse trabalho importante. Flauzilino Araújo dos Santos,
presidente da Arisp, oficial do primeiro cartório, o mais antigo, tem coisas interessantíssimas
no cartório dele. Senhora Júlia Moretti, que não conhecia pessoalmente, mas a
Evangelina Pinho já trabalhou comigo numa empresa cuidando de regularização e
da área de mananciais. A questão da habitação une as pessoas, a regularização
fundiária mais ainda. Desembargador Venicio Salles, estamos contando muito com
suas luzes e com sua experiência, que serão muito importantes.
O estado
de São Paulo está muito vocacionado para a regularização fundiária. O governador
José Serra deu-me uma missão. Eu não sabia que estava sendo convidado para secretário
do estado, ele me pediu para comentar o plano do governo de transição. Eu disse
que esse governo estava parecendo uma grande empreiteira de obras públicas. Eu
propus, ‘vamos colocar 60% das suas energias na regularização fundiária, na questão
da certidão de nascimento da propriedade, ou seja, a matrícula’. E acrescentei,
‘60% das energias, mas também 60% dos recursos, senão de nada adiantaria a iniciativa’.
Para isso vamos precisar muito da Assembléia Legislativa, para mudar esse orçamento.
O
governador me pediu para assumir o CDHU, a Secretaria de Habitação, e mais do
que isso, o Graprohab, que é um órgão colegiado do estado, que dá amparo e apoio
aos registradores, à comunidade e aos empreendimentos legalizados. Nomeei secretário-adjunto
o doutor Ulrich Hoffmann, que também é presidente do Graprohab. O estado precisa
ajudar os pequenos municípios, que não têm recursos para projetos. Devemos trabalhar
para que se possa institucionalizar a propriedade. Os projetos de urbanização
não começam se não tiverem o fim na legalização. Sem legalizar, apenas tiraremos
as pessoas das áreas de risco.
Nos próximos dias, o governador apresentará
publicamente algumas ações que serão tomadas na área da habitação. A questão da
institucionalização da propriedade é fundamental. O estado tem que caminhar para
a urbanização, tirando as pessoas que vivem em áreas de risco ou de mananciais.
Precisamos urgentemente regulamentar as áreas das bacias, como a represa de Guarapiranga.
Essa é minha meta. Acredito muito nessa parceria, parabenizo o Irib por essa iniciativa.
Vamos colocar nossas energias, nossas forças, nesse projeto de regularização fundiária,
porque assim é o desejo do governador e o meu particular. Muito obrigado”.
Patricia Ferraz expõe o objetivo da AP: consolidar num documento
as informações de quem trabalha com regularização fundiária para posterior envio
à CGJSPA
diretora de Assuntos Legislativos, Regularização Fundiária e Urbanismo do Irib
definiu a regularização fundiária como um instrumento propulsor do desenvolvimento
econômico sustentado porque elemento facilitador da capacitação econômica da população.
Excelentíssimo
Senhor Lair Krähenbühl, secretário de Habitação do estado de São Paulo, em nome
de quem saúdo todos os integrantes da mesa. É um prazer recebê-los aqui. Para
nós do Irib, foi uma honra ter recebido um pedido de manifestação por parte da
Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, um protocolado que trata
da possibilidade de edição de um provimento no estado de São Paulo para a regulamentação
da regularização fundiária. Todos sabemos quanto a questão da regularização fundiária
é importante; quanto nos tem tomado de tempo e energia e quanto teria sido facilitada
se houvesse um norte mais claro a orientar nossos trabalhos no dia-a-dia. Não
só o trabalho dos registros de imóveis, mas também do poder público e mesmo da
sociedade organizada nos movimentos de moradia, também representados nesta audiência
pública.
O Irib trata da questão da regularização fundiária há muito tempo
e tem se posicionado com clareza, no sentido de divulgar a idéia – porque acredita
nela – de que a regularização fundiária é um instrumento extremamente valioso
e importante não só para garantir o direito de acesso à moradia, constitucionalmente
previsto para todos, indistintamente, mas também como um instrumento propulsor
do desenvolvimento econômico sustentado do país. A regularização fundiária, conforme
nosso entendimento, é extremamente importante porque é facilitador da capacitação
econômica da população. Creio que isso se revela hoje nesta audiência pública,
não só pelo número e qualidade das pessoas que estão na platéia, mas também pelas
pessoas que hoje compõem a mesa de abertura de trabalhos. O secretário estadual
de Habitação, Lair Krähenbühl, tem um histórico muito grande de trabalho em proveito
da regularização fundiária, e tem tido papel fundamental na questão da habitação
nos últimos anos. O deputado estadual Mário Reali é um dos autores da emenda que
alterou o artigo 180 da Constituição do estado de São Paulo, o que auxiliou a
regularização fundiária a vencer mais um obstáculo.
O desembargador Gilberto
Passos de Freitas, que veio do Ministério Público e hoje é o nosso corregedor-geral
de Justiça, também fez história em torno da causa pública. Isso somente para citar
três dos membros da mesa. Todos os outros estão diretamente envolvidos com a regularização
fundiária e representam de forma brilhante o poder público, o que nos dá muito
conforto para estarmos aqui hoje tratando dessa questão. O que pretendemos com
esta audiência pública é abrir o debate e colher as informações, as impressões
e as necessidades dos que trabalham com regularização, para que todos esses elementos
sejam consolidados numa proposta que será encaminhada à Corregedoria Geral da
Justiça do Estado de São Paulo. Conto com a colaboração de todos e agradeço suas
presenças. Muito obrigada”.