01/12/2005 - n. 2189CINDER 2005 CINDER 2005
Depoimentos de autoridades e registradores
que participaram do XV Congresso Internacional de Direito Registral, CINDER
2005, em Fortaleza, CE, de 7 a 10 de novembro
“As experiências internacionais
em Direito registral foram muito interessantes e os temas – crédito imobiliário
e regularização fundiária –interessam a todos” – Francisco Rezende dos Santos,
vice-presidente do Irib-MG e presidente da Serjus.
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| Sérgio Jacomino (SP), Ari Álvares Pires (Buritis, MG), Flauzilino Araújo
dos Santos (SP), Francisco Rezende dos Santos (Esmeraldas, MG) e Eduardo Augusto
(Conchas, SP) |
É da maior importância esse congraçamento
que reuniu países dos cinco continentes, especialmente pelo estreitamento das
relações com a Espanha e Portugal, países com os quais o Irib já tem convênios,
além da oportunidade ímpar de firmar novos convênios de cooperação técnica com
o Peru e o Chile. As experiências internacionais em Direito registral foram muito
interessantes e os temas abordados – crédito imobiliário e regularização fundiária
– estão interligados e interessam a todos os setores, haja vista a maciça presença
de executivos da área financeira, juntamente com autoridades da esfera jurídica
governamental, que vieram prestigiar este exitoso congresso representativo dos
registradores de imóveis.
Agora partiremos rumo a Coimbra, em janeiro de
2006, para a conclusão do curso de extensão, resultado da parceria do Irib, da
Serjus, da PUC-Minas Virtual e do Cenor. A oportunidade servirá, também, para
a abertura de novos canais de estudo em parceria com esse importante centro europeu,
a fim de proporcionar aos registradores brasileiros outros cursos de pós-graduação
em direitos reais na Universidade de Coimbra.
“A partir da troca de
informações entre países temos a oportunidade de corrigir eventuais falhas do
nosso sistema” – João Baptista Galhardo, secretário geral do Irib e registrador
de Araraquara, SP.
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| George Takeda e João Baptista Galhardo |
Acho muito
proveitosa essa troca de conhecimentos e a parceria que nasce de um congresso
internacional com a participação de todos esses países aqui representados, como
Estados Unidos, Japão, China, Lituânia, Venezuela, México, Espanha, Peru, entre
outros.
A partir da troca de informações entre países temos a oportunidade
de corrigir eventuais falhas do nosso sistema, bem como aprimorar nossa legislação
e aumentar a segurança jurídica da propriedade, garantida pelo registro de imóveis,
de acordo com a nossa Constituição federal.
“Constatamos que o sistema
financeiro brasileiro é muito desenvolvido, talvez até mais do que em outros países”
– George Takeda, diretor de Assuntos Legislativos do Irib e registrador em São
Paulo, SP.Acho que este é um dos eventos mais importantes para a categoria,
especialmente pelas experiências internacionais em relação à segurança jurídica
dos atos de registro, ao crédito imobiliário e à regularização fundiária, que
podem muito bem ser aproveitadas no Brasil. Idéias novas e que serão utilizadas
em breve em nossas próprias reformas na legislação.
Comparando o Brasil
com os demais países presentes no Cinder 2005, constatamos que o sistema financeiro
brasileiro é muito desenvolvido, talvez até mais do que em outros países. Agora
temos que dar respaldo para esse sistema funcionar de forma lubrificada. É preciso
aumentar as garantias para que os créditos imobiliários possam fluir com muito
mais velocidade e em maior quantidade.
Tenho a esperança de que o beneficiário
final, o cidadão, receberá reflexos positivos das experiências compartilhadas
no Cinder 2005” – Flauzilino Araújo dos Santos, diretor de publicidade e legislação
do Irib e registrador em São Paulo, SP.A experiência compartilhada
neste congresso, que tem a participação de vários segmentos ligados à regularização
fundiária e ao crédito imobiliário, é muito enriquecedora e traz uma perspectiva
muito importante para o desenvolvimento dessas instituições no nosso país, visando
principalmente à pessoa que está na ponta final da linha, que é o adquirente ou
mutuário de um imóvel.
Da mesma forma, o ocupante de um imóvel, na medida
em que se estudam as formas de regularização fundiária, para que não seja meramente
jurídica, mas que envolva aspectos urbanísticos, sociais e políticos. É preciso
que na regularização de uma área, de uma gleba e até de um imóvel, os aspectos
urbanísticos bem como os de emprego e renda sejam atendidos. Enfim, é necessária
a conjunção de vários fatores para que se possa falar em efetiva regularização.
Este
XV Congresso Internacional de Direito Registral promoveu o compartilhamento
das experiências de vários profissionais estudiosos do Brasil e de outros países
e tem sido bastante enriquecedor. Tenho a esperança de que o beneficiário final,
o cidadão, receberá reflexos positivos das experiências compartilhadas no Cinder
2005.
“O congresso trouxe experiências proveitosas de cada país, principalmente
neste momento em que o Irib participa de reformulações legislativas na área registral
imobiliária” – Francisco Ventura de Toledo, registrador em São Paulo, SP.
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| Leonardo Brandelli (Jundiaí, SP), Éverton Luiz Martins Rodrigues (Piracicaba,
SP), George Takeda (SP), Francisco Ventura de Toledo (São Paulo) e Marcelo Salaroli
de Oliveira (Patrocínio Paulista, SP) |
Esse tipo de evento
é muito importante para propiciar a troca de experiências, o que permite ao registrador
brasileiro avaliar as práticas de outros países que participam do Cinder. O congresso
trouxe experiências proveitosas de cada país, principalmente neste momento em
que o Irib participa ativamente de reformulações legislativas na área registral
imobiliária. A partir dessas experiências, vislumbro uma possibilidade de crescimento
e aperfeiçoamento nas propostas que podem surgir nessas mudanças legislativas.
“É
um marco muito importante para o Brasil, não só por trazer as idéias que hoje
se desenvolvem na Europa, mas também por reunir aqui os registradores e estudiosos
do registro imobiliário dos demais países da América do Sul” – doutor Luís Paulo
Aliende Ribeiro, juiz-auxiliar da CGJSP
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| Flauzilino Araújo dos Santos, juiz Luís Paulo Aliendi e George Takeda |
O evento está muito bem desenvolvido, muito bem programado. E é um
marco muito importante para o Brasil, não só por trazer as idéias que hoje se
desenvolvem na Europa, especialmente na Espanha, mas também por reunir aqui os
registradores e estudiosos do registro imobiliário dos demais países da América
do Sul. Acredito que o grande mérito do congresso é trazer essas idéias para discussão.
São idéias que não permitem uma aplicação de imediato no Brasil, mas que podem
servir de mote para que mais isso possa ser feito mais tarde. Trazer essas idéias,
certamente, é algo muito importante, muito bom!
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